
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Teatro da UFSC apresenta "Minhas Músicas"

sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Projeto 12:30 terá duas apresentações em uma semana

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
ARTE NA ESCOLA – POLO UFSC REALIZA A MOSTRA DVDTECA QUINZENAL

terça-feira, 4 de agosto de 2009
Uma Visita, espetáculo no Teatro da UFSC
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Espetáculo teatral "Uma Visita", realização da Esfera Produções em parceria com o Grupo Armação, em comemoração dos 30 anos do Teatro da UFSC
Dias 07, 08 e 09/08, sexta a domingo, às 20 horas. Entrada gratuita.
Acontece de
Para a temporada comemorativa dos 30 anos do Teatro da UFSC, o Departamento Artístico Cultural da UFSC - DAC organizou uma programação especial, com vários espetáculos da cidade para este ano. São 13 peças que se apresentarão no palco do teatro até dezembro deste ano. A abertura da temporada aconteceu
Os ingressos para o espetáculo são gratuitos, quem quiser garantir o seu poderá retirá-lo com antecedência no DAC/Teatro da UFSC, na quinta e sexta-feira, das 14 às 17 horas. Por se tratar de espetáculo gratuito, os ingressos garantirão o acesso ao Teatro até às 20 horas. Após esse horário, os eventuais lugares vagos serão liberados para o público excedente.
Veja o blog com a programação comemorativa completa, textos sobre os espetáculos e breves textos históricos sobre o Teatro da UFSC, acessando o www.dac.ufsc.br.
Uma Visita, uma das peças do mês de agosto da temporada comemorativa, conta a história de um empresário, Hubert, da cidade de Hamburgo que está em viagem para Munique a negócios. No meio do caminho, resolve desviar-se do destino para visitar uma ex-amante, Frieda, que agora está casada com Erich, um modesto maquinista de trem. Chegando a Ulm, Hubert aconselha seu fiel motorista Berthold a se divertir e procurar um quarto para passar a noite, e retomar a viagem no dia seguinte. Como pretexto, diz ao motorista que vai visitar alguns amigos. Este encontro promete uma noite insólita, cheia de surpresas, envolvendo amor, ódio, mentiras, crueldade, insanidade e lirismo.
Com a autoria do alemão Martin Walsen e direção de Antônio Cunha, Uma Visita é um texto instigante e arrojado que desnuda com rara maestria a complexidade das relações humanas por meio de quatro incríveis personagens.
A equipe
A peça tem no elenco os experientes atores Luigi Cutolo, Antonella Batista, Adriano de Brito e José Carlos Ramos, cenografia e adereços de Melina Marcondes, iluminação de Irani Apolinário, figurino de José Alfredo Beirão Filho e Antônio Cunha, maquiagem de Miriam Wollinger da Cunha, produção executiva de Mariane Feil e produção da Esfera Produções Artísticas e Grupo Armação.
Antônio Cunha é dramaturgo (autor, dentre outros, do texto “Dona Maria, a Louca”), roteirista, ator e diretor. Com atuação constante no meio, assina a quatro anos a concepção e direção cênica das óperas produzidas pelo Pró Música de Florianópolis (Cavalleria Rusticana, A Flauta Mágica, Rigoletto e
Martin Walser nasceu em 24 de março de 1927, em Wasserburg am Bodensee, no Lago Constança. Escritor polêmico, seu trabalho mais importante é "Runaway Horse", de 1978, que não só foi muito popular entre os leitores, mas que ganhou o reconhecimento dos críticos literários. Um de seus romances, "Tod eines Kritikers" (Morte de um Crítico), de 2002, foi inspirado na figura do crítico literário Marcel Reich-Ranicki, do diário Frankfurter Allgemeine
Zeitung (FAZ). Antes do seu lançamento, o livro já provocou uma enorme polêmica nos círculos intelectuais alemães, criando um abismo aparentemente intransponível entre o autor e aquele jornal: o autor foi acusado de assumir posições anti-semitas, acusação refutada pelo escritor Günter Grass, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. No início de 2008, Walser volta a causar surpresa à opinião pública alemã: "Ein liebender Mann" (Um Homem Amante), seu novo romance, seria publicado em episódios no FAZ, antes do lançamento do livro pela editora Rowohlt. A notícia, divulgada pelo próprio autor, surpreendeu diante da gravidade do conflito que o escritor tivera com o jornal seis anos atrás. A peça "Der Abstecher" (O Desvio), foi escrita em 1961 e publicada no Brasil com o título "Uma Visita”, recebendo agora a segunda montagem brasileira de que se tem notícia.
Histórico do Grupo Armação e da Esfera Produções
A Esfera produções é uma empresa de produção que em apenas dois anos, já contabilizou dez trabalhos em teatro e audiovisual.
O seu objetivo principal, através de parceiras como a realizada com Grupo Armação, é a viabilização técnica e profissional de projetos que contribuam para o desenvolvimento social cultural dos cidadãos, além da fomentação para a formação de público para as Artes Cênicas. Administrada pela profissional Mariane Feil que também faz a produção executiva da peça.
O Grupo Armação nasceu em 1972 da idéia de formação de uma companhia profissional de teatro
A ideia do espetáculo surgiu de um desejo de montar uma peça de teatro em que pudessem atuar juntos, sedimentando uma relação profissional e de amizade iniciada em trabalhos anteriores no teatro e no cinema, este foi o embrião deste projeto, com Luigi Cutolo, Antonella Batista e Gringo Starr (que precisou deixar a equipe logo no início devido a outros compromissos profissionais). Para dar corpo à ideia, foi convidado o diretor Antônio Cunha, que trouxe consigo o texto de Martin Walser. À equipe vieram somar os atores Adriano de Brito e José Carlos Ramos (ator do Grupo Armação). A produção foi entregue a Mariane Feil e a sua Esfera Produções em parceria com o Grupo Armação. Juntarem-se, por fim, ao time, a cenógrafa Melina Marcondes, o iluminador Irani Apolinário, o figurinista José Beirão, dentre outros.
Fundadores do Grupo: Édio Nunes, Zica Vieira, Chico De Nez, Zeula Soares, Sandra Ouriques, José Carlos Ramos, Ademir Rosa (In Memorian).
Integrantes do Grupo: Alexsandro Maquel Lopes (Presidente), Rogaciano (Vice-Presidente), Édio Nunes, Zica Vieira, Édio Nunes, Sandra Ouriques, José Carlos Ramos. Obs.: existem muitos colaboradores que não estão no estatuto, mas participam dos projetos.
Teatro da UFSC
O Teatro da UFSC é um edifício que faz parte do conjunto histórico da atual Igrejinha da UFSC, que pertencia à Paróquia da Santíssima Trindade, localizada no bairro da Trindade,
Com a reforma dos edifícios, em
Segundo Carmen Fossari, diretora de teatro no Departamento Artístico Cultural da UFSC, "nestes 30 anos, o fato de ser um espaço quase franciscano não impediu de ter sido, e ser, um celeiro de novos artistas, e de ter uma contribuição indelével ao fazer teatral em Florianópolis, de uma forma mais moderna e despojada".
Segundo Zeca Pires, diretor do Departamento Artístico Cultural da UFSC, "Esta é uma programação com grupos catarinenses a quem a UFSC sempre trabalhou oferecendo um espaço digno para apresentarem seus espetáculos".
O Teatro da UFSC faz parte do Departamento Artístico Cultural, vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina.
SERVIÇO:O QUÊ: Espetáculo teatral "Uma Visita", realização da Esfera Produções em parceria com o Grupo Armação.
QUANDO: Nos dias 07,08 e 09 de agosto de 2009, sexta a domingo, às 20 horas.
ONDE: Teatro da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC.
QUANTO: Entrada gratuita e aberto para a comunidade. Os ingressos poderão ser retirados com antecedência no DAC/Teatro da UFSC, na quinta e sexta-feira, das 14 às 17 horas.
Contato: DAC / Teatro da UFSC BR +55 4837219348 Call e 3721-9447 - www.dac.ufsc.br
Contato: Esfera Produções: Mariane Feil: BR +55 4891227604 Call
Fonte: Sendy C. da Luz, Acadêmica de Jornalismo - Bolsista de Extensão do Departamento Artístico Cultural - DAC: SECARTE: UFSC, com material institucional e fornecido pelos grupos. Contato Notícias: (48) 3721-9348 e noticias@dac.ufsc.br
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Espetáculo teatral "Como Crianças"
Igrejinha da UFSC recebe estreia do espetáculo "Como Crianças", produção de grupos da grande Florianópolis
Dias 31 de julho e 01, 02, 07, 08 e 09 de agosto (sextas, sábados e domingos), às 20h30
A Igrejinha da UFSC recebe a estreia do espetáculo teatral "Como Crianças", realização dos grupos Teatro em Trâmite e Anônimo Ato Grupo Teatral, da grande Florianópolis, com os atores João Rodrigo Mendes e Lorenzo Lombardi , e direção de André Franciso.
O espetáculo será apresentado nos dias 31 de julho e 01, 02, 07, 08 e 09 de agosto (sextas, sábados e domingos), sempre às 20h30. Pelas características da proposta, a lotação máxima é de 40 pessoas. Ingressos no local ou por telefone.
O espetáculo “Como Crianças”
Livremente inspirado na obra “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” do escritor espanhol Fernando Arrabal, “Como Crianças” tem direção e concepção artística de André Francisco, que também assina a iluminação e a cenografia com colaboração de Lorenzo Lombardi e Ingrid Isoppo. A dramaturgia é assinada por João Rodrigo Mendes e os figurinos de Ingrid Isoppo. A realização do espetáculo surge da parceria de duas companhias da grande Florianópolis: o Teatro em Trâmite, da capital e o AnônimoAto Grupo Teatral, de São José.
No elenco, o ator João Rodrigo Mendes, que retorna à cena catarinense após ter participado em 2008 do projeto Geografia da Palavra, promovido pela FUNARTE/SP sob a coordenação do diretor e ator Antônio Abujamra, e o ator Lorenzo Lombardi, participante do curso de formação ministrado por André Francisco, diretor do Teatro em Trâmite.
Os personagens de "Como Crianças" são dois homens que se desdobram em vários outros que vão aparecendo no decorrer do espetáculo.
Através de um constante jogo de faz-de-conta entre um dominador e um dominado, que invertem seus papéis e compartilham do espaço cênico até desvendar a relação entre si. A todo o momento, os personagens se enredam numa cadeia de ações que acaba desnudando seus medos e conflitos internos.
A direção de André Francisco objetiva causar forte identificação no espectador ao inspirar pena e raiva, o ódio e o amor, o medo e o desprezo pelos personagens ao tratar de temas como religião, justiça, canibalismo e guerra. A fragilidade das relações humanas é mostrada de forma poética e caótica, intensa e real.
Os grupos de teatro
Desde sua fundação em 2004, os grupos AnônimoAto e o Teatro em Trâmite já foram contemplados com vários prêmios de apoio à cultura, participaram de festivais nacionais com outros espetáculos e fizeram temporadas em cidades do interior do estado de Santa Catarina. Para o segundo semestre de 2009, além de dar continuidade ao espetáculo “Como Crianças”, o Teatro em Trâmite, em parceria com o Persona Grupo de Teatro, apresenta o espetáculo “A Galinha Degolada” com direção de Jefferson Bittencourt em festivais de teatro no estado de São Paulo e na Argentina.
SERVIÇO:
O QUÊ: Espetáculo teatral “Como Crianças”
QUANDO: 31 de julho e 01, 02, 07, 08 e 09 de agosto de 2009
ONDE: Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade
HORA: 20h30
REALIZAÇÃO: Teatro em Trâmite e Anônimo Ato Grupo Teatral
DIREÇÃO: André Francisco
ELENCO: João Rodrigo Mendes e Lorenzo Lombardi
VALOR: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)
LOTAÇÃO MÁXIMA: 40 lugares
INGRESSOS: no local ou pelos fones (48) 8432-8788 ou 9957-3790
Maiores informações: www.comocriancas.blogspot.com
Fonte: [CW] DAC: SECARTE: UFSC, com material do grupo
quinta-feira, 30 de julho de 2009
CURSOS E OFICINAS DE ARTE DO DAC
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Galeria de Arte da UFSC, exposição do acervo

Abertura dia 21/07, terça-feira, às 18h. Visitação até 21 de agosto. Gratuito e aberto á comunidade.
Abre à visitação pública nesta terça-feira, 21/07, às 18 horas, na Galeria de Arte da Universidade Federal de Santa Catarina, a Exposição “Traços da Memória, Esboços da História”, com obras de arte do acervo da UFSC. A mostra comemora os 20 anos de implantação da galeria, em agosto de 1989, com sala de exposição denominada Aníbal Nunes Pires, reconhecimento ao importante personagem do movimento modernista do Grupo Sul, que veio a tornar-se o mais expressivo movimento literário-cultural que o Estado já registrou. A exposição é também uma homenagem a todos os artistas que fazem parte do acervo da Universidade. Durante a mostra está prevista realização de palestra e apresentação de DVDs sobre Arte Contemporânea. A exposição poderá ser vista até dia 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30min.
Ao todo a exposição apresenta 35 obras, entre pinturas, desenho, gravuras, tapeçaria e esculturas, de artistas locais, de outras cidades e até de outros estados. Dentre as pinturas, está o óleo sobre tela “Rua Fernando Machado”, de Domingos Fossari, e os acrílicos sobre tela “Dançando na Chuva”, de Elias Andrade, o “Ìndio”, e “Senhora dos 4 Elementos”, de Albertina Prates.
Entre as gravuras desta mostra estão os trabalhos de André de Miranda e de Liliana Lobo Ferreira. Das esculturas expostas, há o trabalho em bronze “Mulher Sentada”, de Cremilda Santini, a cerâmica em técnica de faiança “Gestação VI”, de Rosana Bortolin, e a escultura em cerâmica “Torso”, de Rosana Garíglio de Andrade, obra que obteve o primeiro prêmio no Salão Estadual Universitário de Artes Plásticas (VIII SEUAP), realizado pela UFSC em 1987.
Do artista e médico Moacir Amaral, cuja exposição inaugurou a galeria, em agosto de 1989, será apresentado o trabalho em Crayon sobre papel, que foi premiado no Salão Universitário de Artes Plásticas de 1981. Na ocasião do Salão, o artista paulista cursava Medicina na UFSC, profissão que exerce
Segundo o cineasta e Diretor do DAC - Departamento Artístico Cultural da UFSC, Zeca Pires, “A Galeria de Arte da UFSC é um espaço que há 20 anos procura atender artistas das mais variadas tendências. Num processo democrático, a cada ano uma comissão representativa da comunidade acadêmica e artística seleciona os trabalhos que serão expostos. Além disso, há as exposições de um artista convidado pela UFSC e a dos servidores e professores. Portanto, creio que a Galeria de Arte da UFSC ocupa um papel importante no cenário cultural de Santa Catarina”. E acrescenta que “O nome da sala Aníbal Nunes Pires penso que é uma justa homenagem a quem deu uma contribuição para as artes e para a educação de Santa Catarina, sendo inclusive um dos responsáveis pela criação do Museu de Arte Moderna de Santa Catarina”.
FORMAÇÃO DO ACERVO E EXPOSIÇÕES NA GALERIA DE ARTE
As obras desta exposição são apenas uma parte do acervo da UFSC, que vem sendo constantemente ampliado desde a criação da universidade. As aquisições acontecem de várias formas, como a doação direta do artista, ou aquisição como prêmio de salões de arte realizados na UFSC. Por muitos anos também foram obtidas através das apresentações mensais realizadas na Galeria de Arte da Universidade, em que os artistas que realizaram exposições individuais doaram uma obra da mostra para o acervo da instituição.
As exposições do acervo costumam ser programadas a cada dois anos ou mais e, nessas ocasiões, além de algumas obras mais antigas, a Galeria expõe parte do acervo que foi incorporado mais recentemente. O acervo da UFSC possui obras de artistas renomados nacionalmente, como Burle Max, Eli Heil, Rodrigo de Haro, Rubens Oestroem e Guido Heuer, além de trabalhos de artistas de outros países. Alguns desses artistas farão parte desta mostra.
Além dessas obras do acervo, que costumam ser expostas em diversos setores da instituição, há outras que estão expostas permanentemente em fachadas de edifícios ou pelos jardins do campus, como “Companheiros em Realização”, mural cerâmico do americano Gene Anderson, resultado de um workshop com artistas locais; “Grande Escultura”, resultado de uma obra coletiva com ceramistas da região; “O Guardião”, escultura de Elke Hering; “Livro da Criação da América Latina”, mural cerâmico de Rodrigo de Haro, que está sendo restaurado; “Caminhos da Liberdade”, de Max Moura, Flávia Fernandes e Jandira Lorenz, resultado da implantação da oficina de gravura em metal no DAC/UFSC.
O público que visita a Universidade também pode apreciar a pintura mural “Humanidade”, de Hassis Corrêa, no interior da Igrejinha da UFSC, que carece de restauração, e a pintura mural, “Folclore e Indústrias de Santa Catarina”, de Martinho de Haro, no Hall da Reitoria.
SOBRE A GALERIA DE ARTE DA UFSC
A Galeria de Arte da UFSC, que completará 20 anos de atuação em agosto próximo, tem se consolidado como espaço de referência para exposições no Estado de Santa Catarina. Local de estudo e apreciação da arte, realiza workshops e encontros com artistas, ampliando o acervo de obras de arte que promovem a humanização do campus. Apresenta trabalhos de diversos artistas plásticos locais, nacionais e estrangeiros, em uma dezena de exposições individuais ou coletivas em que cerca de 60 artistas apresentam seus trabalhos para um público da ordem de 10 mil pessoas por ano.
Espaço cultural com localização privilegiada dentro do campus da UFSC, a Galeria de Arte é considerada uma das melhores do Estado, tem programação permanente e realiza uma nova exposição a cada mês. Com sala de exposição denominada Aníbal Nunes Pires, e área de 220m², dispõe de infra-estrutura necessária à realização de mostras de qualquer natureza.
As exposições realizadas na Galeria de Arte têm possibilitado que se ofereça à comunidade universitária um "Encontro com o Artista". O objetivo desse encontro é possibilitar que o artista que expõe na universidade possa fazer uma comunicação do seu trabalho para a comunidade universitária, artistas e professores de arte da rede pública de ensino. Nesses encontros o artista tem a oportunidade de falar sobre o processo criativo da sua obra, o que envolve o conceito teórico e as técnicas utilizadas na produção de uma obra de arte.
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Nessa aproximação entre o artista e a comunidade também são relatadas experiências de vida do artista, desde a sua formação, processos de pesquisa, produção e difusão dos trabalhos. "O encontro é uma oportunidade para socializar o conhecimento que é produzido nos ateliês e na academia", enfatizam os coordenadores do projeto da Galeria de Arte da UFSC.
A galeria tem como objetivo mostrar propostas com linguagens contemporâneas em várias técnicas que proporcionem à comunidade universitária o debate, discussão e conhecimento de novas técnicas do fazer artístico. Diversos artistas de Santa Catarina e de outras regiões do Brasil já realizaram exposições na Galeria da Universidade, tanto em exposições individuais, como coletivas, a exemplo de grupos de artistas do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Além dos brasileiros, a presença de artistas estrangeiros foi marcada por exposições como a do argentino Alejandro Pita, da austríaca Moje Menhardt e do designer de cerâmica do Museu Guggenhein de Nova York, o norte-americano Gene Anderson. Ele, além da exposição, realizou um workshop, durante um mês, com um grupo de ceramistas locais, o que resultou numa obra que está afixada em parede externa de edifício da UFSC.
Para artistas interessados em expor na UFSC, a Universidade oferece a infra-estrutura física, com sala de exposições, sala de apoio de montagem/desmontagem, pequena copa e banheiro. Além disso, a universidade também oferece a impressão de cerca de 700 convites modelo padrão para serem encaminhados pela instituição e pelos artistas. A equipe do DAC - Departamento Artístico Cultural da UFSC, que administra a galeria, oferece os serviços de apoio administrativo, bem como de apoio à divulgação junto à imprensa local, que tem dado grande visibilidade às atividades nessas duas décadas de trabalho. As obras que forem selecionadas deverão ser encaminhadas e retiradas por conta dos artistas expositores. A abertura de inscrições de propostas para exposições em 2010 deverá acontecer ainda nesta segundo semestre de 2009.
A galeria funciona no prédio do Centro de Convivência do campus, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h30min, e faz parte do DAC - Departamento Artístico Cultural, vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da UFSC.
Endereço para correspondência:
Universidade Federal de Santa Catarina
Galeria de Arte da UFSC
DAC - Departamento Artístico Cultural
Praça Santos Dumont - Campus Universitário
88040-900 - Trindade - Florianópolis-SC
Contato: galeriadearte@dac.ufsc.br, (48) 3721-9347, www.dac.ufsc.br
O regulamento para exposições poderá ser acessado no link abaixo, onde ainda está publicado o de 2009
http://www.dac.ufsc.br/institucional_espacos_culturais_galeria_regulamento.php
SERVIÇO:
O QUÊ: Exposição de Obras de Arte do Acervo da UFSC.
QUANDO: Abertura: Dia 21 de julho de 2009, terça-feira, às 18 horas. Visitação: Até 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h30min.
ONDE: Galeria de Arte da UFSC, andar térreo do Centro de Convivência.
QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade.
CONTATO: Galeria (48) 3721-9683 - galeriadearte@dac.ufsc.br - www.dac.ufsc.br
Fonte: [CW] DAC: SECARTE: UFSC
[ Veja abaixo texto sobre Aníbal Nunes Pires que dá nome à sala de exposições da Galeria de Arte da UFSC ]
O ser que é ser jamais vacila *
Por Lauro Junkes **
Conheci Aníbal Nunes Pires apenas em 1970, quando, por algum tempo, retornou à ativa como Catedrático de Literatura Brasileira, no Curso de Letras da UFSC, que eu havia iniciado em 1968. Há muitos anos, o Professor Aníbal integrava a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, além das suas funções na Faculdade de Educação da UDESC. Entretanto, via-se constantemente incumbido de funções administrativas, que não lhe facultavam tempo para o exercício do magistério. Por exemplo, quando iniciou a descentralização na administração superior da crescente Universidade Federal de Santa Catarina, o Reitor David Ferreira Lima nomeou, pela Portaria n0 159/69, o “Prof. Aníbal Nunes Pires para, como executor, implantar a Sub-Reitoria de Assistência e Orientação aos Estudantes”, tendo, a seguir, sido designado para exercer “pro-tempore” a função de Sub-Reitor e Presidente da Comissão de Assistência e Orientação ao Estudante, função, aliás, plenamente adequada ao seu caráter, porque ele sempre se destacou por seu amável e compreensivo relacionamento com as pessoas, respeitando-as e sabendo valorizá-las.
Entretanto, ao ouvir o nome Aníbal Nunes Pires, a imagem que, de imediato, me surge à mente é de alguns anos mais tarde, quando eu já integrava o Departamento de Língua e Literatura Vernáculas, no qual também estava lotado Aníbal Nunes Pires. Numa sexta-feira, final de tarde, ambos descíamos as escadarias do prédio de Comunicação e Expressão. Como eu já concentrava meus estudos e pesquisa na produção literária de Santa Catarina, falei-lhe do destaque dos três irmãos Eduardo, Gustavo e Horácio Nunes Pires e perguntei-lhe que relações de parentesco mantinha com aqueles poetas. Olhou-me, com aquele sorriso sempre aflorando aos lábios, e respondeu que a pergunta exigiria uma resposta longa, e num outro dia conversaríamos mais detalhadamente sobre o assunto. Nosso diálogo somente poderá prosseguir, algum dia, em outra dimensão, pois veio a falecer dois dias depois, vitimado por derrame.
Nascido em Florianópolis, no dia 9 de agosto de 1915, faleceu na madrugada de 24 de abril de 1978, deixando a esposa Eugênia de Oliveira Nunes Pires e, para continuarem seus projetos de humanismo e arte, os filhos: Maria Cristina Nunes Pires, Clarice Nunes Pires Cabral, Maria José Nunes Pires Feijó e José Henrique Nunes Pires, o Zeca Pires, cineasta que mais diretamente prossegue envolvido no projeto de redimensionar o mundo e a sociedade através da arte cinematográfica.
Durante seus cursos em duas Faculdades: Economia e Direito, e ainda no de Contador, Aníbal Nunes Pires se enriqueceu com profunda formação intelectual e humanística, razão pela qual optou sempre pelo exercício do magistério, conciliando áreas tão antípodas como Matemática e Português/Literatura. Em Florianópolis, todas as instituições de ensino de maior relevo – desde os Colégios Catarinense e Coração de Jesus, até as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e de Ciências Econômicas da UFSC, bem como a Faculdade de Educação da UDESC – se honraram com a participação do Professor Aníbal Nunes Pires no seu corpo docente.
Filho de Cristóvão Colombo Nunes Pires e de Maria Lima Nunes Pires, pertencia a tradicional família na cidade de Nossa Senhora do Desterro: Feliciano Nunes Pires (1786-1860), foi Governador da Província (1831-1935); Cristóvão Nunes Pires (1834-1894), co-fundador do Liceu de Artes e Ofícios do Desterro, foi Deputado e também Governador (1893-1894); Luiz Nunes Pires participou da Constituinte republicana; e os escritores Professor Anfilóquio Nunes Pires (1819-1889), também Deputado Provincial (1876-1877) e seus três filhos poetas: Eduardo (1845-1902), Gustavo (1848-1881) e Horácio (1855-1919), este, autor da letra do Hino do Estado de SC, por longos anos Diretor Geral da Instrução (antecessora da Secretaria de Educação do Estado). Ligada à Polícia Militar, na Trindade, existe a Escola Militar Feliciano Nunes Pires; Cristóvão e Feliciano são nomes de ruas do Centro de Florianópolis e Anfilóquio, em Florianópolis, Gaspar e Joinville; Aníbal é nome de rua no bairro José Mendes e em Palhoça, de Colégio em Capoeiras e de Fundação Cultural em Florianópolis.
Aníbal Nunes Pires foi, inequivocamente, um autêntico profissional do magistério. Profissional, afirmo, no sentido de dedicação e responsabilidade. Aliava competência intelectual de elevada cultura ao espírito humano de compreensão, bondade e solidariedade. Suas aulas nunca se resumiam a frias exposições ou ostentação de cultura, que, aliás, não faltava. Dotado de inteligência lúcida, expandida por ampla visão cultural, nunca assumia ares de superioridade, mas seu senso de humildade justa o tornava amigo e colega de todos. Desconhecia atitudes mesquinhas, pois sua modéstia e bondade naturais, seu humanismo fraterno e solidário, seu diálogo sempre acessível e expansivo o tornavam estimado por todos. Professor durante mais de quarenta anos, por suas classes passaram gerações seguidas de pessoas, para cuja educação dedicou o melhor de si, tendo aprendido com a experiência que: “Para ser professor, é preciso, antes de tudo, ter paciência”.
Por isso, Aníbal foi sempre um professor acessível, pronto para receber, estimular e orientar qualquer aluno ou pessoa que o procurasse. Nada de distanciamento, nada de superioridade, nenhum subterfúgio para dificultar o acesso do aluno ao mestre, estendendo seu interesse e sua atenção para além da sala de aula. Procurava compreender e orientar os jovens nos seus gostos e aptidões, para que estes se preparassem não apenas para a escola, mas integralmente para a vida. Organizava com freqüência grupos de jovens para discutirem temas de cultura e arte, fomentava e orientava aqueles que demonstrassem interesse para encenarem peças de teatro. Sua fineza diplomática no trato com as pessoas, mesmo divergentes em posições, pensamentos ou gosto, granjeou-lhe amigos inúmeros, sem obstáculos de idade ou camada social. Logo após sua morte, em O Estado de 26 de abril de 1978, Gustavo Neves escrevia do “Professor Aníbal”: “Modesto e bom, desfrutava, não apenas no magistério catarinense, mas em todos os círculos sociais do Estado, uma estima espontaneamente conquistada pela sua presença e pelo seu trato cavalheiresco (...) Amigo e não apenas colega daqueles a quem orientava, no trato das artes, desfrutava amplíssimo círculo de amizades, em os quais o seu nome é lembrado com saudade e respeito”.
Aníbal confirmava sua superioridade cultural e intelectual através do seu espírito aberto e receptivo às pessoas e às tendências estéticas. Florianópolis, na sua época de formação, era cidade eclipsada no tradicionalismo da estética parnasiana, pois se fechara às aberturas modernistas. Logicamente, Aníbal sofreu tais influências. Entretanto, na década de 1940, quando um grupo de jovens irrequietos se dispôs a superar tal pasmaceira, foi ao abalizado Professor Aníbal Nunes Pires que recorreram, para que ele conferisse suporte de paternidade aos ideais do Círculo de Arte Moderna ou Grupo Sul, que veio a tornar-se o mais expressivo movimento literário-cultural que o Estado já registrou, graças ao qual explodiu ampla criatividade em todas as áreas da expressão artística: literatura, artes plásticas, teatro, cinema, conduzindo ao quadro exponencial, sobretudo na literatura e nas artes plásticas, que o Estado ostenta na segunda metade do século XX. No n0 1 da Revista Sul, em 1948, o editorial já revela a amplitude desanuviada do pensamento de Aníbal Nunes Pires, definindo como propósito fundamental o de “revelar os valores novos e acompanhar as idéias do mundo atual no campo da filosofia, da ciência, da cultura e, principalmente no campo das letras e das artes”, sem cogitar absolutamente “de questões político-partidárias e de religião”. Alinhando-se com o pensamento engajado de Sartre, Aníbal afirmava que “literatura alguma merece respeito ou consideração, a menos que reconheça e registre as circunstâncias históricas, os conflitos morais e sociais que a animam”.
Pode-se estranhar que Aníbal Nunes Pires, professor e intelectual em constante contato com a arte, sobretudo a literária, tenha praticado pouco a arte de escrever. Todos os que o conheceram, no entanto, são unânimes em atestar que sua personalidade fazia-o direcionar suas atividades muito mais para os outros – para estimulá-los e os orientar na apreciação e criação artísticas, ficando sempre em segundo plano sua própria produção. Projetou-se com maior relevância na poesia, sem desmerecer o conto e o ensaio. Publicou apenas o livro de poemas “Terra Fraca”. Os demais escritos deixou-os dispersos por jornais e revistas e eu os coligi no livro “Aníbal Nunes Pires e o Grupo Sul” (Editora da UFSC, 1982), no qual constam não apenas pormenores da sua carreira, como maior análise dos seus escritos.
Também na poesia, Aníbal Nunes Pires deixa transparecer o perfil de um grande humanista, de uma alma sensível, preocupada com seus semelhantes. Quase todos os seus poemas colhem sua temática no viver cotidiano e revelam a consciência do poeta sobre o caráter transitório e deteriorante do viver humano, evidenciando um contínuo perquirir do significado da existência e do destino de tudo que nos rodeia. Daí provém uma tonalidade freqüentemente desilusória e pessimista, superada, entretanto, magistralmente pelo poema final do livro – mensagem de inconfundível confiança no ser humano, ao qual se dirige em “linguagem / que é ternura / que é desapego”, para prenunciar o eterno “Amanhecer”:
Havendo paz, sempre é céu;
Em paz, nunca diremos “não”.
Luz e sombra hão de ser sempre luz.
A cultura catarinense, crescentemente amplificada, deve a Aníbal Nunes Pires a pujante liderança com que orientou e imprimiu confiabilidade ao renovador Círculo de Arte Moderna, de incomensurável influxo sobre o desdobramento de toda a cultura e arte no Estado, durante a segunda metade do século XX. Indeclinável é o número de pessoas que, estimuladas e orientadas por Aníbal Nunes Pires, passaram a desenvolver mais profícua leitura dos textos literários, a apreciar com mais segurança obras de arte, a desenvolver seus dons na representação teatral, a dar vazão ao seu mundo interior, através da criação artística, a ampliar sua fruição estética e a apreciar convictamente os mistérios insondáveis da Arte. Aníbal Nunes Pires foi, indubitavelmente e antes de tudo, um autêntico Professor, pois o imenso cabedal de cultura que amealhou, soube compartilhá-lo com todos os que com ele conviviam, sem nunca fazer-se de rogado nem eclipsar-se em inacessíveis superioridades.
Justíssima e oportuna se apresenta, pois, a homenagem ora concretizada, no conjunto dos depoimentos deste livro, que reverenciam a memória do emérito humanista que foi o Professor Aníbal Nunes Pires. Muitos ex-alunos seus aqui externam sua admiração e reconhecimento pela honra de terem participado das lições de vida que hauriram em suas classes. Aqui comparecem sua Esposa, Governadores do Estado, Reitores da Universidade, companheiros de lutas no Grupo Sul, Professores, Escritores, Poetas, Artistas Plásticos, Animadores da Cultura, enfim, pessoas ligadas à Cultura e à Arte, representando os mais seletos setores da sociedade, alguns deles já falecidos, para confirmarem os méritos desse humanista que viveu para a Arte e a Cultura, e a quem, onde se encontrar, se aplicam os versos finais que Cruz e Sousa condensou em “Supremo Verbo”:
Sorrindo a céus que vão se desvendando,
A mundos que se vão multiplicando,
A portas de ouro que se vão abrindo!
* Texto de apresentação do livro de depoimentos “Aníbal Nunes Pires: Educação e Literatura” (Editora da UFSC, 2006), publicado neste site em julho de 2009.
** Lauro Junkes é professor de literatura da Universidade Federal de Santa Catarina. Presidente da Academia Catarinense de Letras em 2003-2004; 2004-2006; 2006-2008. Desde 2002 integra o Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina.
Postagem atualizada em 26.07.09 (troca de foto)